A Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro é uma iniciativa da Artesol, organização sem fins lucrativos brasileira, fundada em 1998 pela antropóloga Ruth Cardoso. Seu objetivo principal é promover a salvaguarda do artesanato de tradição cultural no Brasil. Por meio de diversas iniciativas, a Artesol apoia artesãos em todo o país, revitaliza técnicas tradicionais, oferece capacitação, promove o comércio justo e dissemina conhecimento sobre o setor.

Núcleo de Tecelagem Malhadinha


Sobre as criações Em Poço Verde os mais diversos padrões são tecidos utilizando finos fios de algodão colorido. O principal produto é a rede de dormir, mas também fazem outros […]

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Contato Keise Meirelle Santos Oliveira
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Sobre as criações

Em Poço Verde os mais diversos padrões são tecidos utilizando finos fios de algodão colorido. O principal produto é a rede de dormir, mas também fazem outros produtos de decoração, como almofadas e jogos americanos. As peças são produzidas em grandes teares de madeira com dois pedais  e a tecelagem divide-se em 3 etapas: urdir, entranhar o urdume no tear e tecer. 
A urdidura consiste em preparar os fios que receberão a trama. Possui como base o cabristilho, unidade de 24 fios que são colocados lado a lado. Uma rede de 1 metro possui 24 cabristilhos. 
A próxima etapa, o entranhar, consiste em passar os fios do urdume preparado um a um pelos liços, alternando um por dentro e outro por fora do olho do liço. É o processo de maior atenção, pois qualquer liço pulado gera defeitos na trama. 
No tecer, enquanto os pés dirigem os pedais alternando a subida dos liços, as mãos conduzem a lançadeira que leva o fio de um lado a outro e a força dos braços bate o pente ajustando a trama. 
O acabamento é todo manual, momento em que amarram as pontas soltas, acochoam, ou seja, torcem os grupos de fios para dar sustentação à rede, colocam as franjas, o maranhão, fazem o punho e colocam a varanda.

Sobre quem cria

Em 1993 o pai de Rosa fez a estrutura de madeira que seria o primeiro tear da associação, mantido em funcionamento até os dias de hoje. Com experiência como tecelã no núcleo de Amargosa, Rosa soube como montar os liços e os pentes e fazer o tear funcionar. Concentrando a produção na localidade de Malhadinha, um dos Sítios de Poço Verde, o núcleo familiar hoje composto por 6 pessoas conquistou maior autonomia na produção e venda das peças. 

Através de um projeto do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (PRONAF), em 1999 construíram a sede que recebeu 5 teares e 1 urdideira para compor sua estrutura. 

Sobre o território

Às margens do Rio Real, na divisa com o estado da Bahia, está o município de Poço Verde. A povoação iniciada no início do século XVII, cresceu em meados do século XIX e no ano de 1953 passou à categoria de município. O nome, Poço Verde, se deve a um poço que mesmo nos períodos de estiagem permanecia cheio. Isso fazia com que a vegetação fosse sempre abundante em qualquer período do ano, coisa rara no semi árido sergipano. 
As inúmeras praças no centro da cidade são pontos de encontro da população e ficam especialmente movimentadas nos dias de feira e de festa. As principais festas são as de cunho religioso, a de São João, de Santa Cruz e de São Sebastião. 
A principal atividade econômica do município é a agricultura de milho e feijão, além da criação de ovinos e caprinos e o cultivo de mandioca para fabricação de farinha. Neste contexto, a tecelagem artesanal é uma importante fonte de trabalho e renda para a população.

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