Trançados de Arapiuns – Associação de artesãos e artesãs das comunidades Vista Alegre, Nova Pedreira e Coroca
Os Trançados de Arapiuns são um resgate da cultura indígena ancestral, recordam nos modos de fazer artesanal as tramas e grafismos, produzindo objetos sofisticados de profunda raiz cultural.
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Sobre as criações
Os Trançados de Arapiuns são um resgate da cultura indígena ancestral, recordam nos modos de fazer artesanal as tramas e grafismos, produzindo objetos sofisticados de profunda raiz cultural. Raízes da floresta, do tucumã piranga, das plantas tintórias usadas tão sabiamente para a composição de cores que enchem os olhos.
A palha utilizada vem do broto do tucumanzeiro, folha espinhosa que demanda cuidado no beneficiamento. Após tirar todos os espinhos, a palha é posta para secar por três dias, sendo a última noite passada no sereno, na umidade do tempo, para ficar clara e macia.
O tingimento é preparado com plantas da flora local; folhas, frutos, cascas e raízes que são cozidas junto da fibra para tingi-la. Com jenipapo fazem preto, crajiru o vermelho, capiranga o bordô, urucum o laranja, com raiz do açafrão fazem amarelo e da mistura do jenipapo com açafrão os tons de verde.
No entrelaçamento da fibra fazem a trança grega, a trança de buraquinho, a trança de ponto fechado e de ponto aberto. Fazem ainda o fio da fibra do tucumã utilizado no acabamento das peças. Com isso constroem peças utilitárias e decorativas como mandalas, bolsas e cestos das mais variadas formas e tamanhos.
Sobre quem cria
Em 2004 um grupo de 10 mulheres organizou-se para trabalharem com o trançado em fibra de tucumã, buscando através do resgate da técnica uma possibilidade de geração de emprego e renda. A partir do ano de 2006 passaram a ter apoio do Sebrae estadual e fizeram a primeira exposição, no museu Edson Carneiro no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, formalizaram-se como associação e foram contempladas no Top 100 do Sebrae, um dos prêmios de maior destaque do setor do artesanato. Ao longo desses quinze anos são três títulos do Top 100 e Neida Pereira, presidente e uma das fundadoras do grupo, ganhou o prêmio Sebrae Mulher de Negócio.
Hoje o grupo tem 41 mulheres e 5 homens e comercializam os produtos na loja da sede, muito visitada por turistas de todo o mundo, além de participarem de feiras e venderem em lojas em todo território nacional.
Sobre o território
O pássaro Coroca dá o nome à comunidade ribeirinha localizada a quatro horas de Santarém, no Pará. Está à margem esquerda do último afluente do Rio Tapajós, o Rio Arapiuns, com águas cristalinas e praias de fina areia branca. A mata composta de palmeiras de Bacaba, Tucumã, árvores de Piquiá, Louro, Ipê, Itaúba, Camarú, Andiroba, Sucubeira e muitas outras, completa o cenário paradisíaco da comunidade que faz parte do Programa de Assentamento Agroextrativista Gleba Lago Grande. Niete Rego, da Associação dos Artesãos e artesãs das comunidades de Nova Pedreira, Vista Alegre e Coroca do Rio Arapiuns (AARTA), ao falar sobre Coroca diz que “tem 18 famílias, 91 pessoas e muita floresta”. Entendemos assim o local central que a floresta ocupa na vida dos habitantes, vista como ente vivo na relação.
O sustento da população provém basicamente da pesca, extrativismo e criação de pequenos animais. As principais fontes de renda são o artesanato em palha de tucumã e o EcoTurismo, que vem se fortalecendo ao longo dos anos de maneira sustentável, respeitando os limites territoriais e os ciclos ambientais.