A Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro é uma iniciativa da Artesol, organização sem fins lucrativos brasileira, fundada em 1998 pela antropóloga Ruth Cardoso. Seu objetivo principal é promover a salvaguarda do artesanato de tradição cultural no Brasil. Por meio de diversas iniciativas, a Artesol apoia artesãos em todo o país, revitaliza técnicas tradicionais, oferece capacitação, promove o comércio justo e dissemina conhecimento sobre o setor.

AAPAM – Associação dos Artesãos Produtores de Artesanato De Miriti


O artesanato em miriti apresenta de maneira lúdica a realidade de quem os produz ao mundo. Os artesãos e artesãs da AAPAM retratam a fauna e flora locais, além de imprimir o folclore, as lendas e o cotidiano da Amazônia em formas e cores.

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Os contatos devem ser feitos preferencialmente via Whatsapp.

Telefone (91) 98224-4827
Contato Meriane Miranda
Rua Siqueira Mendes, 776 – bairro Algodoal, CEP 68440-000, Abaetetuba – PA

A Artesol não intermedeia relações estabelecidas por meio desta plataforma, sendo de exclusiva responsabilidade dos envolvidos o atendimento da legislação aplicácel à defesa do consumidor.

Sobre as criações

Miriti, também conhecida como Buriti, é uma palmeira abundante em áreas ribeirinhas e de várzea nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. É dessa palmeira que os artesãos e artesãs de Abaetetuba produzem os tradicionais brinquedos e artesanatos de miriti. Transformam braças em representações de barcos e canoas, retratando a vida dos ribeirinhos da região.

Em uma região de ilhas de rio, aprende-se desde criança a lixar e pintar os artesanatos, em um processo de aprendizado comunitário e passado de pai para filho, dividido em etapas e especialidades de cada pessoa envolvida.

Desde que recebem a palmeira, os dias de trabalho são divididos em secagem da braça, corte em pedaços que serão esculpidos e, posteriormente, lixamento e pintura.

Pássaros e plantas representam a fauna e a flora locais, além de imprimir o folclore, as lendas e o cotidiano da Amazônia em formas e cores. O artesanato em miriti apresenta de maneira lúdica a realidade de quem os produz ao mundo. Desde a criação da AAPAM, seus associados participam com frequência de cursos e formações, expõem em feiras nacionais e, todos os anos, se preparam para o grande Sírio de Nazaré, em outubro na capital Belém.

AAPAM / Crédito das fotos: Julio Ledo

Sobre quem cria

A Associação dos Artesãos Produtores de Artesanato de Miriti foi formada em 2017 e formalizada em 2018, com 40 artesãos formalizados, entre homens e mulheres. Contudo, a história dessas pessoas com o artesanato de miriti é muito anterior, pois trabalham juntas em comunidade há gerações, preservando saberes ancestrais de origem indígena.

Atualmente, os associados se reúnem mensalmente para atividades conjuntas e distribuição das encomendas. Também organizam a produção por sazonalidade, de acordo com a demanda dos eventos da região e a participação em feiras e exposições.

Em Abaetetuba, as crianças das famílias artesãs aprendem a pintar desde cedo e, aos 15 anos, passam a aprender a esculpir as formas na madeira. A própria Associação promove oficinas para que os jovens possam preservar o saber e a tradição, além de aprender um trabalho para seu sustento. Isso porque o artesanato representa grande parte da atividade econômica na comunidade.

AAPAM / Crédito da foto: Julio Ledo

AAPAM / Crédito das fotos: Julio Ledo

Sobre o território

Abaetetuba é um município localizado no nordeste do Pará, com aproximadamente 154 mil habitantes. Esse território foi ocupado exclusivamente por povos indígenas até o século XVII, quando os processos de colonização tiveram início, levando à fundação da cidade no século XIX.

Atualmente, é uma cidade de comércio, que centraliza as atividades de diversos municípios menores ao redor. Também tem como atividade importante a agricultura – sendo o segundo maior produtor de açaí do Pará, e o terceiro maior produtor de cupuaçu. Além, é claro, de ser conhecida como a “capital mundial do brinquedo de miriti”.

A AAPAM está localizada no bairro do Algodoal, uma região ribeirinha que se caracteriza pelo modo ribeirinho de se viver, pelas praias de rio, casas coloridas de palafitas e transporte por canoas e barcos entre as 72 ilhas, ligadas por estradas e passagens. Esse é o cenário que serve de inspiração para a produção dos objetos em miriti e que também representa parte do artesanato do estado do Pará.

Foi pelo apreço à tradição que a cidade passou a promover o Festival do Miriti, visitado por até 200 mil pessoas anualmente. Os brinquedos e peças decorativas são o principal tema do festival e a data é esperada com alegria pelos artesãos, assim como os meses de outubro, quando também participam do Círio de Nazaré – uma das maiores manifestações religiosas do país, reunindo mais de 2 milhões de pessoas na cidade de Belém.

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