A Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro é uma iniciativa da Artesol, organização sem fins lucrativos brasileira, fundada em 1998 pela antropóloga Ruth Cardoso. Seu objetivo principal é promover a salvaguarda do artesanato de tradição cultural no Brasil. Por meio de diversas iniciativas, a Artesol apoia artesãos em todo o país, revitaliza técnicas tradicionais, oferece capacitação, promove o comércio justo e dissemina conhecimento sobre o setor.

AACF –  Associação dos Artesãos de Cachoeira do Fanado 


O Vale do Jequitinhonha é protagonista de um dos maiores polos de cerâmica artesanal no Brasil e no mundo.

Mostrar contatos

AbrirFechar

Os contatos devem ser feitos preferencialmente via Whatsapp.

Telefone (33) 99922-8638 
Contato Alice Costa
Rua Getúlio Vargas, s/n – Centro – Prédio Sobradão, CEP 39650-000 , Minas Novas – MG

A Artesol não intermedeia relações estabelecidas por meio desta plataforma, sendo de exclusiva responsabilidade dos envolvidos o atendimento da legislação aplicácel à defesa do consumidor.

Sobre as criações

Crédito da foto: Luciano Dayrell

Crédito das fotos: Luciano Dayrell

O artesanato em barro produzido na comunidade de Cachoeira do Fanado constitui-se como uma importante referência no Vale do Jequitinhonha. O processo de produção artesanal das peças é manual, e as artesãs têm domínio de todas as etapas, desde a extração do barro, passando pela fabricação dos pigmentos naturais, até a construção dos próprios fornos caseiros para a queima. Além dos saberes e das técnicas que envolvem esse modo de fazer e que são transmitidos aos mais jovens, as artesãs desenvolveram, através desse ofício, uma infinidade de expressões artísticas, que variam desde peças utilitárias, para uso no dia a dia, a peças que traduzem, por distintas formas, cenas do cotidiano, vivências, sentimentos e crenças, que se se materializam nos aspectos estéticos da cerâmica produzida na região. Hoje, as bonecas são as peças mais simbólicas da arte do Vale e estampam, nos traços e formatos únicos, o reflexo das mulheres que as criam.  


Depois da retirada no brejo, os pedaços de barro são triturados, geralmente em gangorras controladas pelos pés. O barro triturado e peneirado para formar um pó fino e livre de sujeiras. Posteriormente, o pó é misturado com água para formar a massa de modelagem. As artesãs umedecem os dedos para dar um acabamento mais liso às cerâmicas.  Delicadas e pequenas, as penas de galinhas são usadas na pintura dos desenhos das cerâmicas. Depois da moldagem manual, a peça de barro precisa secar ao sol antes de ser pintada e queimada no forno. O ofício do artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado de Minas Gerais em 2018. 

Sobre quem cria

Artesã Ana Aparecida / Crédito da foto: Luciano Dayrell

A Associação de Artesãos de Cachoeira do Fanado foi fundada nos anos 2000, está localizada na comunidade de Cachoeira do Fanado, a cerca de 27 km do Centro de Minas Novas, e conta com 20 associados, sendo 19 artesãs e 1 homem. Sua sede foi feita de tijolos de adobe e o espaço foi reformado com apoio do Sebrae-MG e abriga as peças das artesãs. Também possuem uma loja no centro histórico da cidade, no centenário e charmoso Sobrado Dário Magalhães. 


O trabalho realizado pelas artesãs ganhou um importante reforço em 2021, quando foi criada a primeira Marca Território voltada para o artesanato no estado: a “Vale do Jequitinhonha”. Desenvolvida pelo SEBRAE Minas em parceria com o Conselho das Artesãs do Vale do Jequitinhonha (associação civil, de caráter representativo, científico, educacional, divulgador e cultural, sem fins lucrativos, formado junto às associações vizinhas: Campo Alegre, Coqueiro Campo e Santana do Araçuaí), a iniciativa contribui para divulgar a origem do produto, dar notoriedade à região e estimular a atividade como fonte de renda, aumentando assim sua valorização no mercado.  

Sobre o território

Crédito da foto: Luciano Dayrell

Cachoeira do Fanado, povoado localizado no distrito de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha – MG, a cerca de 27km do centro da cidade. O nome da comunidade faz referência ao Rio Fanado, que sofre risco de extinção em razão da poluição e da estiagem na região. 
 
O topônimo ‘Jequitinhonha’, de origem indígena, significa ‘rio largo cheio de peixes’ e, ironicamente, hoje a região sofre uma grande crise hídrica, além de ter sido por muitos anos considerada o pior IDH (índice de desenvolvimento humano) nacional. Inserida nesse complexo contexto, o ofício artesanal de Cachoeira do Fanado, em Minas Novas, tem mais do que nunca uma grande importância econômica, social e cultural para Minas Gerais. 
 
Minas Novas é a terra de todos os santos, de todas as festas, de todas as raças e de um povo alegre e hospitaleiro. Em junho, os homens pretos enriquecem a Festa da Senhora do Rosário, sob o batuque dos tambores. No município está localizada parte da Estação Ecológica Estadual Acauã, uma unidade de conservação mantida pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. Escassez que por tantos anos escondeu a verdadeira riqueza e identidade deste território! 

Membros relacionados