A Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro é uma iniciativa da Artesol, organização sem fins lucrativos brasileira, fundada em 1998 pela antropóloga Ruth Cardoso. Seu objetivo principal é promover a salvaguarda do artesanato de tradição cultural no Brasil. Por meio de diversas iniciativas, a Artesol apoia artesãos em todo o país, revitaliza técnicas tradicionais, oferece capacitação, promove o comércio justo e dissemina conhecimento sobre o setor.

Associação Comunitária das Artesãs de Orobó 


O Frivolitê é uma renda de origem francesa, feita nas mãos da artesã com auxílio de uma navete ou carretel; a Associação Comunitária das Artesãs de Orobó é a única representante dessa renda no Estado de Pernambuco e uma das poucas no Brasil.

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Contato Denise Maria da Silva Gomes
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Sobre as criações

A Renda Frivolitê é uma tradição no município de Orobó, no agreste Pernambucano. Chegou até lá por Rosa Antonia Pereira, que havia aprendido a rendar em uma escola de freiras, há mais de 60 anos. Foi Dona Rosa que passou a ensinar às mulheres da região, tornando-se uma tradição, uma espécie de tesouro já que esse é o único município em Pernambuco, e um dos poucos no Nordeste onde há registro desse saber fazer de origem francesa. 

Crédito da foto: Mateus Barros

O frivolitê é feito a mão e, literalmente, nas mãos. É uma renda formada por nós que tem como suporte uma das mãos da artesã, que não utiliza  bastidor ou almofadas. É rendada com os dedos da outra mão, passando um pequeno carretel – ou navete – entre os fios. Dessa maneira, são formados círculos, estrelas e retângulos, em formatos de flores ou arabescos que, quando unidos, formam toalhas, passadeiras,  aplicações, porta-copos, colares e, também, roupas. Isso significa que cada artesã, ainda que use os mesmos pontos de outra, vai gerar peças do tamanho de suas mãos. 

Utilizam fios de algodão e a maior parte da produção é feita em branco, em horários intercalados com a agricultura e as atividades cotidianas. Elas relatam que fazem a renda assistindo novela, com os olhos na televisão e as mãos trabalhando sozinhas, dada a agilidade e naturalidade com que executam o frivolitê. 

Sobre quem cria

A Associação foi formada por mulheres agricultoras atua há aproximadamente 10 anos, reunindo e organizando a produção do grupo, que é feita nos sítios, já que muitas das 30 mulheres que a compõem são também agricultoras e vivem na zona rural do município. Em maioria, são núcleos familiares de avós, mãe e filhas, aprendendo por observação, umas com as outras. 

Tem como principal ponto de vendas o Centro Cultural de Orobó, e também participam de feiras periodicamente, apenas na região. Contam com um stand na Alameda dos Mestres da FENEARTE, pois uma das rendeiras, Dona Damiana, é reconhecida como mestra do Estado de Pernambuco. 

Artesã Denise Maria da Silva Gomes / Crédito da foto: Mateus Barros

Crédito das fotos: Mateus Barros

Sobre o território

O município de Orobó situa-se no Planalto da Borborema, zona Agreste de Pernambuco, a 110km da capital Recife, e tem uma população estimada em 22 mil pessoas. Leva o nome do Rio Orobó, que corta o município de vegetação típica da Caatinga.  

Sua economia é baseada na agricultura, com a produção de banana e milho, mas sua população já é mais concentrada na área urbana. 

Crédito das fotos: Mateus Barros

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