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Stael Macedo


Sobre as criações O frivolité é uma renda delicada de origem europeia. Seus primeiros registros datam do século XVIII, mas foi só a partir de 1850 que se tornou mais […]

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Sobre as criações

O frivolité é uma renda delicada de origem europeia. Seus primeiros registros datam do século XVIII, mas foi só a partir de 1850 que se tornou mais difundida por publicações impressas de instruções e desenhos.

Consiste em nós duplos executados em uma linha central com o auxílio de uma agulha longa ou uma navete, com a adição de picots. Para realizar os nós, a artesã realiza um balé elaborado com os dedos, que além de movimentarem a navete em um vai-e-vem, possuem a função de tensionar a linha, geralmente de crochê.

O fio recoberto com os nós duplos forma anéis, que são combinados em padrões para compor o desenho das peças. Em alguns casos, os anéis constituem módulos que são unidos de forma repetida. Sua produção é lenta e trabalhosa. Um trilho de mesa de 120 x 50 cm, por exemplo, leva cerca de 5 meses para ficar pronto, com uma artesã habilidosa trabalhando o dia todo.

Stael Macedo confecciona diversas peças, como trilhos de mesa, guardanapos, porta-copos, marca-páginas, barrados, golas e acessórios. Ela se descreve como uma artesã exigente, pois só utiliza linhas mais finas e navetes para que o trabalho tenha qualidade.

Detalhe da renda frivolité produzida por Stael Macedo. Crédito da foto: Helena Kussik

Sobre quem cria

Stael quis aprender frivolité com 13 anos, quando conheceu as peças que uma colega da escola rendava. Fez aulas e aprendeu muito rápido, mas deixou o artesanato de lado para terminar os estudos. Casou e teve quatro filhos. Quando se separou depois de 26 anos de casamento, pensou: “O que vou fazer agora?”. Decidiu retomar o trabalho com frivolité e começou a vender suas peças na Feira do Largo da Ordem de Curitiba aos domingos, onde está há mais de 40 anos. Até hoje é a única artesã que trabalha com essa técnica na feira.

Além de confeccionar e vender suas produções, Stael também dá aulas para repassar seus conhecimentos. Segundo ela, só se aprende bem frivolité com pelo menos uma aula, essencial para entender na prática as minúcias tão características dessa renda. Para Stael, o frivolité corre o risco de desaparecer, pois poucas pessoas tem interesse em aprender. Ela observa que suas poucas alunas logo desistem quando percebem que o trabalho deve ser feito com uma linha fina, o que deixa a produção tão demorada.  

Stael Macedo / Crédito da foto: Helena Kussik

Sobre o território

O povoado que deu origem à cidade de Curitiba foi formado em 1661, em um caminho de bandeirantes que adentravam o território em busca de ouro. Em 1693 foi emancipada e, em 1853, tornou-se capital da Província do Paraná. Atualmente, ficou bastante conhecida por inovações nos planos urbanísticos e nos cuidados com o meio-ambiente.

A Feira do Largo da Ordem, tão significativa para a trajetória de Stael Macedo, teve início na década de 1970. Importante feira de artesanato da cidade e do país, é coordenada pela Secretaria de Turismo de Curitiba e seus feirantes passam por um processo de avaliação e cadastro. A multiplicidade de artigos vendidos representa a riqueza cultural e artística do Paraná.

O Largo da Ordem é o ponto zero do Centro Histórico de Curitiba. Era o local de parada de tropeiros no século XVIII, onde os cavalos e as tropas de muares descansavam e intensa atividade comercial era realizada. No Largo encontra-se a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, o edifício mais antigo da cidade. Também estão diversos edifícios históricos, importante conjunto patrimonial que conserva parte da história do município.

Detalhe da renda frivolité produzida por Stael Macedo. Crédito da foto: Helena Kussik

Crédito das fotos: Helena Kussik

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