A Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro é uma iniciativa da Artesol, organização sem fins lucrativos brasileira, fundada em 1998 pela antropóloga Ruth Cardoso. Seu objetivo principal é promover a salvaguarda do artesanato de tradição cultural no Brasil. Por meio de diversas iniciativas, a Artesol apoia artesãos em todo o país, revitaliza técnicas tradicionais, oferece capacitação, promove o comércio justo e dissemina conhecimento sobre o setor.

Toninho Passarinhos


Com eucalipto e sobras de outras madeiras, Toninho cria todos os tipos de passarinho, de espécies nativas a estrangeiras.

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Contato Toninho Passarinhos – Antonio Sebastião Ferreira
CEP 36345-000, Lagoa Dourada – MG

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Sobre as criações

Com eucalipto e sobras de outras madeiras, Toninho cria todos os tipos de passarinho, de espécies nativas a estrangeiras. Para dar vida a suas peças, observa os passarinhos da sua região e faz pesquisas na internet.

Toninho também gosta de inventar e a inspiração aparece em lugares inesperados. Já criou passarinhos com cores vistas nas roupas de uma pessoa que encontrou. Curiosamente, já aconteceu várias vezes de criar um passarinho e, um tempo depois, descobrir que a espécie existia pesquisando na internet.

O processo de produção é compartilhado. As pranchas de madeira são cortadas pelo irmão de Toninho, que é marceneiro.  A etapa com a enxó, por ser mais pesada, é feita por seu filho ou sobrinho. Com a lixadeira, Toninho dá o formato final, enquanto o bico é esculpido com canivete e os olhos com broca de furadeira. O acabamento é feito com lixamento manual, utilizando lixas de várias espessuras. Por fim, os passarinhos são pintados com tinta acrílica. O trabalho acontece em uma oficina no quintal da casa do artesão.

Sobre quem cria

Antonio Sebastião Ferreira nasceu e cresceu em uma família de agricultores e desde criança trabalhou na roça. Com seis anos teve um problema de saúde que o levou a passar por várias cirurgias ao longo da vida. Com a saúde debilitada, não pode continuar com o trabalho pesado da roça e precisou buscar outras alternativas de renda.

Na sua infância, era muito comum se fazer figurinhas de barro cru para brincar. Sua avó modelava bichinhos com cera de abelha e por isso conta que sempre teve facilidade para o trabalho manual. Quando tinha por volta de 20 anos, fez uma lagartixa de madeira com seu irmão de brincadeira, que chamou a atenção de uma extensionista da Emater. A extensionista os estimulou a continuar, pois tinham jeito com artesanato. Começaram esculpindo animais com quatro patas, como boizinhos e cachorros.

Um dia, Toninho decidiu fazer um casal de azulão. Uma turista do Rio de Janeiro ficou encantada e pediu outras peças. Passou, então, a fazer os passarinhos que observava na roça e os que seu pai costumava criar em gaiola, principalmente canarinhos. Sua técnica foi aperfeiçoada com a prática, sem perceber.

Toninho Passarinhos / Crédito das fotos: Divulgação

Sobre o território

Lagoa Dourada é um munícipio do estado de Minas Gerais e sua área urbana está localizada na Serra das Vertentes. Essa cadeia montanhosa divide os cursos d’água que escoam para a bacia hidrográfica do rio São Francisco e para a bacia do rio Grande.

Em meados do século XVI, bandeirantes que passavam pela região lhe deram o nome de Alagoa. Mais tarde, recebeu o nome de Alagoa Dourada devido a presença de ouro de aluvião que fazia a superfície da água da lagoa brilhar.

Era um distrito do município de Prados e foi emancipada em 1911. Até o início do século XX, a principal atividade econômica da região era a mineração de ouro. Com o esgotamento das jazidas, a agropecuária passou a ser a principal atividade econômica, principalmente o cultivo de milho e a criação de gado leiteiro.

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