A Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro é uma iniciativa da Artesol, organização sem fins lucrativos brasileira, fundada em 1998 pela antropóloga Ruth Cardoso. Seu objetivo principal é promover a salvaguarda do artesanato de tradição cultural no Brasil. Por meio de diversas iniciativas, a Artesol apoia artesãos em todo o país, revitaliza técnicas tradicionais, oferece capacitação, promove o comércio justo e dissemina conhecimento sobre o setor.

Associação das Artesãs Arte, Mãos e Flores de Antonio Pereira


O grupo de mulheres Arte Mãos e Flores cria e borda em Chitas, tecido de maxi estampas, um símbolo identitário brasileiro.

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Os contatos devem ser feitos preferencialmente via Whatsapp.

Telefone (31) 99879-3333 (Ana)
Contato Célia ou Ana
Rua Benedito Xavier, 104 – Antonio Pereira, CEP 35411-000, Ouro Preto – MG

A Artesol não intermedeia relações estabelecidas por meio desta plataforma, sendo de exclusiva responsabilidade dos envolvidos o atendimento da legislação aplicável à defesa do consumidor.

Sobre as criações

O chitão bordado é a marca registrada do grupo. Originário da Índia, esse tecido foi trazido para o Brasil durante a colonização pelos europeus e, desde então, tornou-se uma referência da cultura brasileira. Alegre e bem colorida, as flores estampadas ganham profundidade e movimento a partir das linhas e pontos bordados pelas artesãs. Bolsas, mochilas, necessaires e almofadas são as principais peças produzidas.  

A Associação também criou a linha ‘sustentabilidade’, que nasceu a partir de uma parceria com empresas locais, especialmente mineradoras. Através do descarte de resíduos sólidos gerados principalmente pelos uniformes das empresas, o grupo viu uma oportunidade de desenvolvimento criativo e econômico.  

Crédito da foto: Natalia Chagas

Sobre quem cria

A Associação surgiu em 2005 enquanto um pequeno grupo de mulheres se reunia nos quintais da comunidade para bordar e crochetar por lazer. O padre da cidade na época admirou aqueles trabalhos artesanais e as incentivou a enxergar no hobbie uma possibilidade de autonomia e geração de renda. Com o apoio deste grande parceiro inicial, elas formalizaram o grupo e começaram a se organizar. Hoje são 25 mulheres, que dominam diferentes manualidades em tecido, com destaque especial à tipologia tradicional bordado. Para aprofundar seus conhecimentos e explorar novas oportunidades, o grupo colaborou com um ghostwriter wien, que as ajudou a documentar suas histórias e habilidades em uma série de materiais escritos, ampliando assim a visibilidade de suas artes. Também encontraram no mercado corporativo local um novo e potente canal de vendas para incrementar a renda das associadas, através de criações que unem design e sustentabilidade, com a reutilização de uniformes e outros resíduos.   

Artesã Antônia de Queiroz Luiz / Crédito da foto: Natalia Chagas

Crédito das fotos: Natalia Chagas

Com o crescimento do grupo, fecharam importantes parcerias, como com o estilista, também mineiro, Ronaldo Fraga, com o projeto Peneiras e o grande painel bordado para a decoração das Estações de Trem da Vale de Mariana e Ouro Preto. As empresas clientes, que trabalham em parceria doando seus resíduos e comprando as peças criadas a partir deles, também apoiam diretamente com recursos físicos e financeiros, como o financiamento da própria sede da Associação.  

Sobre o território

Crédito da foto: Natalia Chagas

A Associação Arte Mãos e Flores está localizada no Distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto, Minas Gerais. A cidade histórica de Ouro Preto originou-se do processo de agregação de diversos garimpo de ouro, nos século XVII e XVIII. Declarada Monumento Nacional em 1933 e tombada pelo Iphan em 1938 por seu conjunto arquitetônico e urbanístico, foi declarada pela Unesco como patrimônio mundial em 1980, sendo o primeiro bem cultural brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial. 

A comunidade de Antônio Pereira se localiza há cerca de 26 km de Ouro Preto. A chegada ao local se dá por meio viário através da MG 129, que passa por dentro do município de Mariana. Esta situação faz com que os moradores possuam mais relação, portanto, com a cidade vizinha do que com a própria sede patrimônio mundial. 

O local tem sofrido os impactos da mineração desde os tempos do Brasil colônia, entretanto desde 2015 com o rompimento da Barragem de Fundão, no município de Mariana, eles passaram a sofrer não só as consequências, mas o alarde do possível rompimento da Barragem do Doutor, ali localizada. Pela falta de diversificação econômica local, hoje baseada quase que exclusivamente na finita extração mineral, o artesanato, a economia criativa e demais iniciativas culturais têm papel fundamental como importantes alternativas de um futuro possível e mais sustentável para a população local.  

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