A Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro é uma iniciativa da Artesol, organização sem fins lucrativos brasileira, fundada em 1998 pela antropóloga Ruth Cardoso. Seu objetivo principal é promover a salvaguarda do artesanato de tradição cultural no Brasil. Por meio de diversas iniciativas, a Artesol apoia artesãos em todo o país, revitaliza técnicas tradicionais, oferece capacitação, promove o comércio justo e dissemina conhecimento sobre o setor.

Associação das Bordadeiras e Artesãos de Caeté – Bordados Historiarte


CaeteMG

Os prédios históricos, monumentos, causos e tradições da cidade de Caeté foram redescobertos e recontados através das linhas e cores das bordadeiras. Os registros são feitos com a técnica conhecida como bordado livre.

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A Artesol não intermedeia relações estabelecidas por meio desta plataforma, sendo de exclusiva responsabilidade dos envolvidos o atendimento da legislação aplicácel à defesa do consumidor.

Sobre as criações

Os prédios históricos, monumentos, causos e tradições da cidade de Caeté foram redescobertos e recontados através das linhas e cores das bordadeiras. Os registros são feitos com a técnica conhecida como bordado livre, que conserva pontos tradicionais do bordado reorganizando os espaços e propondo novos estilos de desenho. Muito difundida em todo o país, a técnica vem ganhando espaço e se tornou, além de fonte de renda, uma linguagem possível. 

Além do bordado livre também exploram a técnica da bainha aberta, técnica que desfia parte do tecido e reformula a trama com agulha e linha formando padrões. 

Crédito da foto: Vanessa Gomes

Sobre quem cria

Foi no ano de 2017, após o curso oferecido pelo Museu Regional de Caeté, que o grupo de 12 mulheres viu no bordado uma possibilidade de transformarem o cenário cotidiano. O curso “Bordando o Imaginário” repercutiu fundo em cada uma delas, e cada qual a sua maneira procurou desenhar – e bordar – um novo lugar possível. Na união e fortalecimento do grupo, criam produtos de qualidade, com história, fiando, assim, a melhoria da sua qualidade de vida. Com a venda dos produtos e a geração de renda, as bordadeiras constroem sua autonomia.

Em suas obras exploram as temáticas cultural e histórica, retratam tradições locais, resguardando, assim, o patrimônio histórico, material e imaterial da cidade. 

Crédito da foto: Vanessa Gomes

Sobre o território

A história da cidade de Caeté, região metropolitana da capital Belo Horizonte, iniciou com o ciclo do ouro, no início do século XVII. A descoberta por tropeiros paulistas das primeiras jazidas data de 1702 e em 1704 o município, já bastante povoado, recebeu muitos interessados em explorar suas reservas auríferas. Os exploradores vinham de outros estados brasileiros, especialmente São Paulo e Bahia, como também de Portugal. 

O Museu Regional de Caeté conserva parte dos mais de três séculos da cidade, dando ênfase na história da cultura popular. Com um acervo que valoriza os saberes, fazeres e tradições, propõe preservar a memória de seu povo. O acervo formado por obras de arte sacra, objetos utilitários, instrumentos musicais e religiosos conta a história de seus povos formadores. Além disso, a instituição promove atividades educativas e culturais de resgate das tradições, como o bordado de bainha aberta. Foi justamente em uma dessas atividades que o grupo Historiarte se formou, reavivando o interesse das mulheres pela arte e cultura local.

Crédito da foto: Vanessa Gomes

Crédito das fotos: Vanessa Gomes

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